Assaltante de empresa de segurança, é morto no velório da esposa

Assaltante de empresa de segurança, é morto no velório da esposa

Assaltante de empresa de segurança Aline no caixão e Junqueira no chão: o destino colocou marido e mulher mortos quase um ano após o assalto cinematográfico à Prosegur em Marabá

Morreu na madrugada deste sábado, 19, no bairro Bom Jesus, em Salinópolis, o assaltante de bancos Jorge Marques Junqueira, após troca de tiros com 14 policiais civis dos Estados do Maranhão e do Pará. A operação foi coordenada pela Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic) da Polícia Civil do Maranhão, juntamente com a Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Os policiais estavam no cumprimento de mandado de prisão preventiva da Justiça maranhense e contaram com o apoio de policiais militares de Salinópolis e do Grupo Tático Operacional da Polícia Militar. Ao todo, atuaram na ação 6 policiais do Maranhão, 5 da DRCO e 3 de Salinas, totalizando 14 homens.

Natural de Imperatriz, Jorge, que era conhecido como “Machinha”, era alvo de investigação por ter participado de vários assaltos a agências bancárias, como em São Geraldo do Araguaia, e também do famigerado assalto ocorrido em setembro de 2016 à empresa de transportes de valores Prosegur, localizada em Marabá.

Durante a ação policial, um investigador do serviço de Inteligência da Polícia Civil do Maranhão acabou sendo baleado. Após os primeiros socorros, o policial foi transferido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, em um helicóptero do Grupamento Aéreo da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

O policial foi submetido a uma intervenção cirúrgica. A Diretoria de Atendimento ao Servidor da Polícia Civil já disponibilizou uma assistente social para acompanhar o investigador no HMUE.

Jorge Junqueira morava há uma mês em Salinópolis. Por ser foragido da Justiça maranhense, o criminoso não poderia participar do velório da companheira, em Imperatriz, conhecida como Aline Lucas. Ela teria morrido de causas naturais (câncer). Contudo, segundo informações da Polícia, comparsas de Machinha teriam transportado o corpo até Salinópolis, a fim de que ele pudesse velar a esposa, que também teria participado ao assalto à Prosegur em Marabá.

(Sérgio Chêne – Agência Pará)

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