Corpo de menina sequestrada pelo padrasto que se matou é encontrado

Corpo de menina sequestrada pelo padrasto que se matou é encontrado

Corpo de menina sequestrada pelo padrasto que se matou é encontrado

Família fala como reconheceu corpo de menina e da relação com padrasto

Familiares de Maria Irlaine reconheceram o corpo encontrado nesse sábado (15) como sendo da menina, desaparecida desde a segunda-feira (10), após ser sequestrada pelo padrasto, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. A família da menina está na expectativa para a liberação do corpo.

Leia mais: Após 3 dias desaparecida, mulher grávida reaparece sem barriga e sem o bebê

Naedja Maria da Silva, 23 anos, é irmã por parte de pai de Maria Irlaine. Ela, junto com Iraneide de Lourdes Dantas de Oliveira, mãe da criança, reconheceram o corpo encontrado como sendo da menina. “Ela estava com um lacinho pintado na unha do dedo do pé. Ela gostava de fazer esses desenhos”, contou Naedja. “As unhas da mão estavam pintadas com um esmalte que eu comprei”, disse.

Segundo Naedja, a mãe da menina vai na manhã da próxima segunda-feira (17) ao IGF, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, ter o material genético colhido para a realização do exame de DNA. “Ela está em Barra de Guabiraba [na Mata Sul de Pernambuco], com a família do pai da criança”, afirmou a irmã.

Ciúmes

Segundo a irmã da criança, José Carlos era um homem “calado” e “muito ciumento”. “Ele não deixava a mãe dela falar com amigas, vivia atrás dela, isso sufoca”, contou ao Jornal do Commercio. Em um acesso de ciúmes, o homem teria “avançado no pescoço” de Iraneide, que teria pedido a separação, após a agressão.

“No começo do relacionamento deles, ele chegou a sumir com a menina, mas voltou no mesmo dia”, relatou Naedja. Na ocasião, em 2017, José Carlos teria levado a menina para passear em um shopping após ter brigado com a mãe da criança. “Mas ele trouxe ela de volta no mesmo dia”, afirmou a irmã.

Exames

O corpo encontrado no último sábado (15), identificado como sendo de Maria Irlaine Dantas da Silva, 10 anos, vai passar por exames antes de ser liberado. De acordo com o delegado Mamedes Xavier, as análises foram solicitadas para eliminar qualquer dúvida.

“Os exames foram pedidos pelo delegado de plantão no dia, de Palmares, mas é uma solicitação de praxe, para dirimir todas as dúvidas”, afirmou Xavier. O Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto de Genética Forense (IGF) têm um prazo de 10 dias para a realização dos dois exames. “Em alguns casos, esse prazo pode ser estendido”, explicou o delegado. Ainda de acordo com Xavier, o corpo não precisa esperar o resultado dos exames para ser liberado.

O caso

A menina foi levada pelo padrasto na última segunda-feira (10), no bairro da Charnequinha, no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. De acordo com o delegado Mamedes Xavier, titular da delegacia da cidade, Maria Irlaine Dantas da Silva teria sido sequestrada por José Carlos da Silva, 41 anos, após a mãe dela, Iraneide de Lourdes Dantas de Oliveira, decidir se separar dele.

José foi encontrado morto na manhã da quinta-feira (13), pendurado em uma ponte na BR-101, em Ribeirão, Mata Sul de Pernambuco. “Ele não aceitou o fim do relacionamento e tinha o ultimato de sair de casa na segunda, por isso sequestrou a enteada”, explicou o delegado.

Segundo as informações, o padrasto havia dito que levaria a menina a uma padaria e não voltou mais. “Ele não ameaçou nem fez menção de que seria violento com a criança”, disse Xavier. O delegado passou a manhã dessa quinta no município de Ribeirão, onde foram realizadas buscas pela criança. A mãe da menina acompanhou o trabalho.

Ainda segundo a polícia, José Carlos tem dois filhos no município, onde mora uma ex-mulher dele. “Durante a semana, ele entrou em contato com uma filha, dizendo que estava com a menina”, contou o delegado.

Compartilhe