Benzedor

O Benzedor, padrasto das vítimas dizia que os abusos faziam parte de uma sessão espiritual

Homem, de 53 anos, foi absolvido pela Justiça da acusação de estupro de vulnerável das enteadas de 11 e 12 anos, ocorridos entre 2008 e 2009, em Selvíria, a 399 quilômetros de Campo Grande. O Ministério Público do Estado até recorreu da decisão, mas a absolvição foi mantida e publicada no Diário da Justiça, desta quarta-feira (8).

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Conforme a denúncia, os abusos ocorriam durante sessões de benzedura feitas pelo padrasto. Durante os atos, o homem que convivia com a família há cerca de 10 anos, dizia que “recebia espíritos”, e levava as meninas para um matagal atrás do lote de sua residência e lá, cometia a sessão de abusos, alegando que era para o bem delas.

Para que as irmãs não denunciassem os estupros, que eram praticados com uma de cada vez, o padrasto as coagia, dizendo que se elas contassem sobre “benzimento” para alguém, o mesmo não surtiria efeito.

Na época em que o crime foi descoberto, as vítimas narraram o caso, afirmando que eram levadas para uma mata e obrigadas a se despirem. O padrasto, então, passava a mão pelo corpo e as estuprava, dizendo que fazia parte de ritual espiritual para cura de uma doença.

A mãe das meninas disse à Justiça que não percebeu nenhum comportamento estranho entre as filhas que, inclusive, chamam o autor de pai. A mulher disse apenas que o acusado não permitia amigos ou namorados das irmãs frequentassem a sua casa.

De acordo com a Justiça, apesar de existirem indícios iniciais de possível culpabilidade do autor, não se obteve provas concretas que permitissem uma condenação. Sendo assim, em março deste ano, o homem foi absolvido pelos crimes. Apesar do MPMS recorrer, a decisão foi mantida.

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