Por que a Alemanha jogou tão mal na Rússia? Todas as pessoas após assistirem aos jogos se perguntaram

Por que a Alemanha jogou tão mal na Rússia

A Alemanha não perdeu o jogo na Rússia, ela perdeu a guerra

Por que a Alemanha jogou tão mal na Rússia?

Todas as pessoas após assistirem aos jogos da Alemanha, não entenderam porque um time campeão do mundo fez uma participação medíocre na Rússia.

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A historia por si só conta os verdadeiros motivos de tantos fracassos diante de tantas seleções inferiores contra um time que derrotou o Brasil de 7×1 dentro de casa em 2014.

A grande diferença em jogar bola e jogar no terreno do inimigo é que acaba causando uma serie de arrepios até para os frios alemães. O que acaba sendo definido é que a Alemanha sentiu receio em terreno onde já haviam sido derrotados antes.

Definitivamente a vontade em terras brasileiras, os campeões da copa passada não tiveram a mesma receptividade no mundo frio da Rússia. Sem destaque, sem aplausos, sem povos nativos brasilienses para acolhe-los e encoraja-los. Eles não se divertiram em disputar o campeonato mundial de futebol, eles se apequenaram.

A história conta tudo

Sob o nome de Operação “Barbarossa”, a Alemanha nazista invadiu a União Soviética hoje conhecida como Rússia em 22 de junho de 1941, naquela que foi considerada a maior operação militar germânica da Segunda Guerra Mundial.

As idéias centrais da política exterior do movimento nazista, desde a década de 1920, eram a da destruição da União Soviética pela força militar, a eliminação permanente da ameaça comunista à Alemanha, e a conquista de terras consideradas importantes aos objetivos nazistas ao longo das fronteiras soviéticas para o assentamento dos alemães a longo prazo.

Adolf Hitler sempre havia considerado o pacto Molotov-Ribbentrop de não agressão germano-soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, uma manobra tática temporária. Em julho de 1940, poucas semanas após a conquista da França e dos Países Baixos pelos alemães, Hitler decidiu atacar a União Soviética no ano seguinte. Em 18 de dezembro de 1940, ele assinou a Diretiva 21 (chamada de Operação “Barbarossa”), a primeira ordem operacional para a invasão da União Soviética.

Desde o início do planejamento operacional, as autoridades militares e policiais da Alemanha desejavam travar uma guerra de aniquilação contra os estados comunistas e os judeus da União Soviética, que eles caracterizavam como sendo a “base racial” do mega-estado Soviético.

Durante o inverno e a primavera de 1941, os oficiais do Alto Comando do Exército (Oberkommando des Heeres-OKH) e do Serviço Central de Segurança do Reich (Reichssicherheitshauptamt-RSHA) iniciaram os preparativos conjuntos para a utilização de unidades especiais (Einsatzgruppen) da Polícia de Segurança e do Serviço de Segurança (Sicherheitsdienst-SD) por trás das linhas de frente da guerra para aniquilar físicamente os judeus, comunistas e outras pessoas consideradas perigosas para a instituição de um domínio alemão de longo prazo alemão sob o território soviético.

Com 134 divisões com força de combate total e mais 73 divisões serem destacadas para ficar na parte de trás do fronte de guerra, as forças alemãs invadiram a União Soviética em 22 de junho de 1941, dois anos após haverem assinado o Pacto Germano-Soviético de Não-Agressão.

Três grupos do exército, com mais de três milhões de soldados alemães apoiados por 650.000 tropas dos países aliados à Alemanha (Finlândia e Romênia) e, mais tarde, por unidades da Itália, Croácia, Eslováquia e Hungria, atacaram a União Soviética por uma linha de frente ampla, do Mar Báltico, ao norte, ao Mar Negro, ao sul.

Por meses, a liderança soviética havia se recusado a prestar atenção aos avisos das potências ocidentais sobre o movimento de tropas alemãs junto às suas fronteiras ocidentais, e quando a Alemanha e seus parceiros do Eixo realizaram um ataque tático, a surpresa foi quase que total.

Grande parte da força aérea soviética foi destruída ainda no solo; os exércitos soviéticos foram derrotados logo no início das hostilidades. As unidades alemãs cercaram milhões de soldados soviéticos que, sem suprimentos nem reforços, tinham poucas opções além da rendição.

À medida que o exército alemão avançava pelo território soviético, a ele se seguiam as unidades das SS e da polícia. Os primeiros a chegar foram as Einsatzgruppen, da Polícia de Segurança e das SS, que haviam recebido do RSHA a missão de identificar e eliminar pessoas que poderiam organizar e oferecer resistência às forças de ocupação alemãs, identificar e reunir grupos de pessoas que fossem “hostis” ao domínio alemão no leste europeu, estabelecer redes de inteligência, e confiscar documentos e instalações importantes.

Conhecidas como unidades móveis de extermínio, as Einsatzgruppeniniciaram suas operações de assassinato em massa, principalmente contra judeus, oficiais do Partido e Estado comunistas, e ciganos soviéticos. Os nazistas criaram guetos e outras instalações de confinamento para aprisionar uma grande quantidade de judeus soviéticos, muitas vezes com a ajuda de membros do exército alemão.

A partir do final de julho, com a chegada dos representantes de Himmler […], altos oficiais das SS, da Polícia e reforços significativos, as SS e a polícia, apoiadas por reforços recrutados na região, começaram a aniquilar fisicamente todas as comunidades judaicas da União Soviética. O sucesso na linha de frente militar e no assassinato dos judeus soviéticos contribuiu para a decisão de Hitler de deportar judeus alemães para a União Soviética a partir de 15 de outubro de 1941, dando início ao que seria conhecido como a política da “Solução Final”, i.e. a aniquilação física dos judeus europeus.

Apesar das perdas catastróficas sofridas nas primeiras seis semanas da Guerra, a União Soviética não foi derrotada, deitando por terra a previsão da liderança nazista e dos comandantes militares alemães. Em meados de agosto de 1941, a resistência soviética foi intensificada, fazendo com que a estratégia irreal dos alemães fosse alterada. Ainda assim, no final de setembro de 1941, as forças alemãs chegaram a Leningrado [atual São Petersburgo], ao norte da Rússia, e também tomaram as cidades de Smolensk, no centro daquele país, e também de Dnepropetrovsk (Dnipropetrovsk) na Ucrânia. As unidades alemãs se espalharam pela península da Criméia, ao sul, e chegaram aos subúrbios de Moscou no início de dezembro.

No entanto, após meses de campanha, o exército alemão estava exausto. Devido à sua incapacidade ideológica de ver a realidade geográfica local], e acreditando que a população russa morreria à míngua no frio invernal, os estrategistas alemães haviam previsto uma derrota rápida dos soviéticos, e não havendo projetou o carregamento de equipamentos, suprimentos de comida e remédios suficientes para suas tropas durante os combates no rigoroso inverno russo.

Devido ao excesso de auto-confiança e incompetência, as tropas alemãs avançaram muito rapidamente, logo esgotando seus suprimentos, e também deixaram seu flancos vulneráveis a um contra-ataque soviético ao longo dos quase 2.000 quilômetros entre Berlim e Moscou.

Em 6 de dezembro de 1941, a União Soviética deflagrou um grande contra-ataque contra o centro da linha de frente nazista, fazendo com que os alemães fugissem caóticamente de Moscou. As forces alemãs precisaram de semanas preciosas para conseguir estabilizar sua frente de batalha ao leste de Smolensk.

No verão de 1942, a Alemanha retomou a ofensiva com um ataque massivo ao sul e ao sudeste, em direção à cidade de Stalingrado (antiga Volgogrado), no rio Volga, e aos campos petrolíferos do Cáucaso. A chegada dos alemães ao subúrbio de Stalingrado e sua aproximação de Groznyj (Groznyy), no Cáucaso, a aproximadamente 200 quilômetros da costa do Mar Cáspio, em setembro de 1942, fizeram com que a dominação alemã atingisse sua expansão territorial máxima na Europa.

Por Leo Barros

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