Petrobras afunda após fala de Lula

Petrobras afunda após fala de Lula. Ex-presidente se mostrou mais uma vez contrário à política de preços da companhia e ações despencam 4%

Embora a semana tenha sido positiva para o mercado financeiro nacional, nesta sexta-feira (28/1), declarações do ex-presidente Lula (PT) sobre a política de preços da Petrobrás acabou refletindo em queda nas ações de companhias que vinham em ritmo consecutivo de altas. Petrobras afunda após fala de Lula…

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“Não temos que estar preocupados com o lucro (da Petrobras). Por que em vez de pagar dividendos para acionistas a gente não investe em refinarias? Os combustíveis não podem continuar subordinados a preços internacionais”, disse o ex-presidente.

Com isso, a Petrobras viu as ações despencarem, respectivamente, -2,97% e -3,96%. Outras empresas de varejo e do setor de consumo também sentiram o impacto do ruído. Foi o caso da Magazine Luiza, que liderou a alta no pregão um dia antes e nesta sexta perdeu -7,06%, das Americanas (-6,16%); Assaí (-1,36%); Natura (-6,48%); Alpargatas (-4,83%); e Ambev (-3,05%). O Ibovespa fechou o pregão com 111.910 pontos, com queda de -0,62%. O dólar teve mais uma queda, de 0,61%, fechando a R$5,39 reais, menor valor desde 1º de outubro de 2021 (R$5,36).

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Apesar do ruído e em meio a expectativas de alta inflação, com previsão da Selic a 11,75% até o fim de 2022, o mercado financeiro deverá continuar na contramão dos mercados americanos, com fluxo estrangeiro bastante intenso na próxima semana, avalia o especialista Flávio de Oliveira, head de renda variável da Zahl Investimentos.

“Caso haja a ausência de grandes notícias ruins com relação ao nosso mercado interno e com um déficit público do Brasil melhor do que a gente esperava, nossas expectativas permanecem construtivas para o mercado local e a gente continua acreditando que a bolsa pode ter uma trajetória ascendente”, afirma Oliveira.

De toda forma, o mercado já colocou a próxima elevação de juros no radar. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne no início de fevereiro e a expectativa é de que a taxa básica de juros aumente em 1,5 ponto, para 10,75% ao ano. Mesmo assim, Flávio de Oliveira explica que o real ainda continua consideravelmente depreciado em relação ao dólar e os ativos brasileiros negociando a múltiplos extremamente baixos são fatores atrativos para investidores de outros países. Além disso, segundo o especialista, existe a ausência do fluxo de vendedores, uma vez que houve muitas vendas de participações e ações de investidores locais que migraram para renda fixa no fim de 2021.

“Esse fluxo enfraquece e aparentemente está parando, enquanto o fluxo estrangeiro permanece forte e é isso que está carregando nosso mercado para cima e deve prosseguir pelo menos nos atuais patamares de preço, em um cenário construtivo, pelo menos até o final de fevereiro positivo”, explica o especialista.

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