“Não tem o que fazer”, diz morador de Lauro de Freitas sobre Moema querer mudar nome da cidade

Lauro de Freitas

“Não tem o que fazer”, diz morador de Lauro de Freitas sobre Moema

Diz-se que quando não temos o que fazer, inventamos. Deve ser verdade, pelo menos para a prefeita de Lauro de Freitas, na Bahia, Moema Gramacho — do PT, claro. Mas o que ela fez, afinal? Nada, apenas resolveu mudar o nome do município de Lauro de Freitas para Santo Amaro do Ipitanga. E é? É. Mas, por quê? Ah, porque, segundo ela, este é o nome do antigo município, além do quê é nome de santo, oxente! Ainda bem que não homenageou aquele santo presidiário!… Fala baixo, ela pode ouvir e mudar de ideia. Mas quem foi Lauro de Freitas, então? Lauro Farani Pedreira de Freitas foi um engenheiro e político baiano, nascido em Alagoinhas. Estudou no Colégio Antônio Vieira e formou-se em Engenharia na Escola Politécnica. Foi também desenhista e inspetor de obras de arte; professor de Cosmografia e Geofísica do Ginásio da Bahia; superintendente da Compagnie de Chémins de Fer Fédéraux de L’Est Brésilien; presidente da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários da Bahia e de Sergipe; diretor da Viação Férrea Leste Brasileiro. Foi eleito constituinte e deputado federal, em 1945 (PSD), e em 1950 concorreu ao Governo do Estado. Morreu em campanha, num acidente aéreo, às margens do rio São Francisco, em Bom Jesus da Lapa. Para homenageá-lo, deu-se o nome ao município. Entendeu?

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É verdade que Lauro de Freitas, durante muitos anos, era chamada de Freguesia de Santo Amaro do Ipitanga. Tinha este nome por causa da igreja matriz de Santo Amaro de Ipitanga. E assim ficou sendo chamado até sua emancipação, em 1962, quando mudou o nome para Lauro de Freitas. Pertencia a Salvador, mas em 1880, passou a ser distrito de Montenegro, atual Camaçari. Vixe, será que vão mudar o nome de Camaçari também? Melhor fazermos logo uma reforma geral nos nomes dessas nossas cidades baianas. Então vejamos: Teixeira de Freitas, que volte a ser chamada de Povoado de São José de Itanhém; Ipiaú será o novo Rio Novo; Ibirataia, a velha Tesouras; Jequié, a fazenda Borda da Mata; Itabuna, Dom Pedro de Alcântara. E Salvador? Hum, Salvador bem poderia se chamar São Salvador de Gramacho, em homenagem à eminente política.
Por falar nisso, quanto custaria tudo isso aos cofres públicos? Isso o quê? A troca de nomes de uma cidade. Ora, e tu já viu político se preocupar com custo?! O que importa é o nome, ora tá!

Ficaria assim:
“Onde tu mora, cabra?
Em Santo Amaro?
O da Purificação ou o do Ipitanga?
O da prefeita Gramacho.
Ué, mas ela não é de São Salvador…?
Tanto faz, home, eu acho…
Que já vou.
Inté.”

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