Lauro de Freitas: Desde que o Governo Federal anunciou a abertura do cadastro para o Auxílio Emergencial, milhões de brasileiros correram para se inscrever, tanto pelo site, quanto pelo aplicativo. Famílias inteiras se encheram de esperança e acalmaram os corações, afinal, o auxílio para ajudar a passar os tempos de pandemia iria chegar.

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Contudo, a população não colocou na ponta do lápis e das contas do mês que haveriam tantos dificuldades no caminho. O que era para ser emergencial passou a ser um processo massacrante para a população. Principalmente para os que mais precisam.

Fase de análise que nunca passa, inconsistências e reprovações equivocadas, são só algumas das principais reclamações dos trabalhadores que têm direito ao Auxílio Emergencial e até o momento não tiveram acesso. Inconformada com a situação, a mãe e chefe de família Jaciara Almeida, procurou o Lauro Hoje para contar sua história e buscar respostas. Varejista, Jaciara que tem 48 anos e mora com a filha de seis anos em Lauro de Freitas.

Ela contou que está desempregada e não dispõe de nenhuma outra fonte de renda, sua esperança para pagar as contas estava no auxílio de R$ 1.200 que deveria receber do Governo Federal.

“Quando começou a pandemia eu estava a procura de emprego no shopping. Trabalhei de carteira assinada de novembro de 2018 a novembro de 2019. Recebi o seguro desemprego de novembro até março”, comentou Jaciara.

De acordo com ela, a solicitação para receber o auxílio foi feita em 07 de abril, através do aparelho celular de onde acompanhava o andamento do cadastro. Neste mesmo mês, a mãe de família teve o número de seu celular clonado, o que resultou no cancelamento da linha. “Não pude mais acompanhar através do SMS com código de validação. Então eu liguei para o 111 que nunca atendia”, lamentou.

Percebendo que não tinha como acompanhar pelo aplicativo e sem conseguir falar com o contato destinado ao atendimento, Jaciara passou a acompanhar a movimentação da sua conta na expectativa de constatar o valor referente ao auxílio creditado. Os dias se passaram e nada aconteceu, foi então que a Dataprev, juntamente com a Caixa, disponibilizaram mais uma alternativa para verificar detalhadamente o andamento da inscrição. Como a consulta podia ser feita através do CPF, a varejista logo acessou ao site, foi quando constatou que seu pedido foi negado. “A análise informa que não me enquadro nos pré-requisitos”, disse.

Meu Deus! E agora, como fica?

Mãe de família para pagar as contas como aluguel, luz e alimentação”, perguntou durante a conversa com o Lauro Hoje. “Sou mãe solteira. Separei faz dois anos, o pai dela não entra com nada e também está desempregado. Não posso procurar emprego. Como vou pagar meu aluguel? A dona do imóvel me deu 10 dias para desocupar o apartamento”, falou em tom preocupado.

Ela contou que não conseguiu realizar um novo cadastro: aparece Ops! CPF já cadastrado. Jaciara afirmou que nunca se inscreveu no projeto Bolsa Família por sempre trabalhar e pensar que poderia ocupar o lugar de alguém que precisava mais que ela.

Lauro de Freitas
Imagem Ilustrativa

Hoje, a varejista lamenta, pois assistiu todas as suas amigas cadastradas receberem o benefício que tanto precisa. “É a primeira vez que iria receber algo do Governo. Você quer andar na linha, mas acaba sendo empurrada pelo sistema a dar um jeitinho para ganhar o quê você tem direito, comenta Jaciara, que espera ansiosamente por dias felizes com sua filha. Dias em que possa sorrir com todas as contas pagas e esperança de um Brasil melhor e mais igualitário para todos os brasileiros. Lauro de Freitas

Fonte: laurohoje

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