Funcionário com 20 anos de empresa morre

O homem era agente de portaria da empresa pública Progresso e Desenvolvimento de Guarulhos, município da Grande São Paulo. Funcionário com 20 anos de empresa morre

José Benedito Pinto tinha 70 anos e há 21 era agente de portaria vinculado à Proguaru, sigla da empresa pública Progresso e Desenvolvimento de Guarulhos, município da Grande SP e vizinho à capital, e cujo fechamento foi determinado pela prefeitura na quinta (9/12). Nesta sexta (10/12), morreu enquanto aguardava orientações do processo de demissão. Funcionário com 20 anos de empresa morre

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Depois do anúncio de que a empresa começaria a ser encerrada, a Proguaru convocou cerca de 800 agentes de portaria para a formalização das demissões -a empresa tem cerca de 4.700 funcionários. Eles deveriam ir ao CEU Continental.
José Benedito Pinto esperava, junto a outros colegas, informações sobre as dispensas. Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos de Guarulhos, Rogério de Oliveira, uma manifestação foi organizada no local.
A entidade também havia pedido aos trabalhadores que, inicialmente, não fossem até lá ou não assinassem as demissões, pois a liquidação da empresa ainda está em discussão na Justiça.
Enquanto aguardava, Benedito Pinto passou mal. Ele foi acolhido por guardas municipais que trabalham no local e chegou a ser atendimento pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), mas não resistiu.
Em nota, a empresa diz que o funcionário tinha problemas cardíacos e que a causa da morte ainda não foi divulgada. “A Proguaru lamenta o falecimento do funcionário José Benedito Pinto, 70, Agente de Portaria, após passar mal nas dependências do CEU Continental. A empresa está prestando toda a assistência aos familiares neste triste momento.”
Benedito Pinto era casado e tinha filhos. Os agentes de portaria da Proguaru trabalhavam principalmente nas portarias de escolas. Eles encaminham os alunos para dentro dos prédios e controlam o acesso. A Proguaru fornecia serviços de zeladoria aos órgãos públicos.
“O protesto estava ocorrendo tranquilamente, havia uma certa aglomeração de pessoas e foi durante esse ato que ele se sentiu mal”, diz Oliveira.
A extinção da empresa foi aprovada em legislação no fim do ano passado. Desde então, os funcionários realizam greves e protestos contra a decisão da gestão municipal. Em setembro, cerca de 60% das aulas presenciais na cidade foram suspensas -com a greve dos funcionários, as escolas ficaram sem serviço de limpeza. A paralisação foi considerada não abusiva no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região).

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