Filha mata o pai injetando veneno de carrapato na UTI

Filha mata o pai injetando veneno de carrapato

Filha mata o pai injetando veneno de carrapato

Um homem de 60 anos morreu envenenado nesta terça-feira (15) após receber uma injeção de carrapaticida enquanto estava internado na UTI  do hospital Giselda Trigueiro, em Natal. Segundo a polícia, a filha da vítima é suspeita de ter cometido o crime durante visita ao leito. As informações são do UOL. Filha mata o pai injetando veneno de carrapato

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A equipe médica relatou à polícia que o tubo do soro havia mudado de cor e um odor diferente pairava no ar. Uma seringa e o frasco do veneno foram encontrados na lixeira próximo ao leito. A equipe da UTI desconfiou do comportamento da mulher quando o pai começou a passar mal, e ela foi presa em flagrante. Ela confessou o crime e disse à polícia que comprou veneno para injetar no pai porque considerava que ele estava em sofrimento.

O material foi recolhido pelos peritos do Itep-RN (Instituto Técnico-Científico de Pericia do Rio Grande do Norte). “A acusada contou que pensou em desistir, mas foi em frente porque acreditava que o pai queria morrer”, disse o delegado.

O homem era portador do vírus HIV e tinha tuberculose. O corpo da vítima foi trasladado para o ITEP-RN para ser submetido à necropsia. O exame vai apontar, oficialmente, o que causou a morte.

A filha foi indiciada por homicídio qualificado pela falta de defesa da vítima e deve ser transferida para uma unidade prisional do Rio Grande do Norte nesta quarta-feira.

Querer morrer. Não apenas porque sofre. Mas também porque está farto da vida e tem idade para isso. E ter um comprimido que alguém lhe dá com a bênção da lei. Ficção? Não, é isto que se discute na Holanda, depois da despenalização da eutanásia. Ser ajudado a morrer porque a dor, qualquer uma desde que insuportável, já é legal.

É o corolário da autonomia individual. O respeito pelo desejo da dignidade. Mesmo que se tenha doze, quinze anos. Cuidado, dizem os que discordam, pode valer tudo. É desvalorizar a vida. É dar a uns, os médicos, licença para matar outros. É abalar o pilar da sociedade. Depois disto, a morte não mais será a mesma. Será um medicamento. O último.

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