Fábio Vilas-Boas

Fábio Vilas-Boas corre para se candidatar a deputado federal

Enquanto avalia a que legenda se filiar – embora muitos já dêem como certo o ingresso no MDB -, o ex-secretário estadual de Saúde Fábio Vilas-Boas corre trecho visitando municípios e lideranças do interior.

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De hoje até domingo, por exemplo, cumpre agenda na região cacaueira, levantando apoio, com relativa antecipação, para a candidatura de deputado federal. O ex-secretário de Saúde da Bahia, foi exonerado após xingar a chef de cozinha Angeluci Figueiredo de “vagabunda”.

A ofensa foi feita depois que a chef comunicou a Vilas-Boas que a reserva feita por ele, para o restaurante que fica na Ilha dos Frades, na Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, teria que ser cancelada, por causa do tempo chuvoso na capital baiana.

O xingamento foi feito por uma mensagem de texto em um aplicativo. No dia seguinte, após a repercussão do caso, o secretário chegou a pedir desculpas à chef e às pessoas que “se sentiram ofendidas”, por meio de sua conta em uma rede social.

Depois de sofrer a agressão verbal, a chef Angeluci questionou a postura agressiva do secretário e os xingamentos.

“O que o autoriza, no exercício de uma função pública das mais relevantes do estado – a de secretário de Saúde do Estado da Bahia e, durante uma pandemia, o que torna a sua função sinhá mais responsável – chamar uma mulher de VAGABUNDA?”, disse Angeluci.

“Os tempos mudaram, secretário: inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhorio e vassalagem. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade”.

Angeluci também identificou o posicionamento de Vilas-Boas como misógino. Misoginia é a palavra usada para determinar a relação de ódio de homens, com relação às mulheres.

“O senhor sabe o que é ser misógino, secretário? Sabemos que sim, o senhor sabe. Mas sabemos que nesse país ninguém é racista, ninguém é misógino. Aqui não há nunca vítimas, só ‘vitimismo’ e ‘mimimi’, afinal devemos garantir que autoridades se sintam à vontade para sacar o telefone e chamar uma mulher de vagabunda, simplesmente porque pode, porque um desejo foi frustrado pelo tempo”.

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